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sábado, 5 de julho de 2014

Da sonata ao samba: o amor não escolhe gênero.

Se o amor é uma canção cantada a dois, todas as formas de amar devem ser consideradas. Mesmo que não seja uma canção perfeita e pragmática, sempre há harmonia, letra e melodia, independentemente daqueles que a compuseram, e o ritmo é regulado pelo movimento do tempo, carinho e amor. Sem pressa de findar.

Como um compositor que assina a sua criação, todo amante deve assumir o seu amor, porque não há prova maior de sentimento e demonstração do que amar, aceitar e assumir. Os integrantes da dupla podem ser pela eternidade as pessoas certas uma para a outra, parceiros na música produzida no pulsar dos seus corações; logo, não devem se importar com o que as demais pessoas pensam, e sim, amar em todos os casos e descasos, em tudo o que for dito e também no que não for.

Em todos os casais existe alguma dependência: no homem que precisa de outro homem, o sentido da vida pode estar na velocidade e na força dos braços que o move e levanta; as mãos pesadas podem lhe proporcionar sensações que o tornem mais homem que qualquer outro. Já na mulher que a dependência está em uma outra mulher, o sentido vital pode vir da sensibilidade e da beleza que tanto inspiram. Características estas que, em uma fração de milésimos de segundos transformam sentimentos; em que um simples toque ou olhar podem mudar o humor dela por um dia todo. Assim, o peso do rock transforma-se em uma batida tão suave, tão poética... "Mpbtizada", e aquele ritmo totalmente eletrônico pode transformar-se numa bossa nova sem perder a euforia; e ao invés dos corpos movimentarem-se separadamente na pista, podem unidos em um só, mostrar uma bela dança em qualquer palco; apenas é preciso espaço e a permissão de sentir... compasso, espaço, pra lá e pra cá... e quem sabe ambos começam a sambar, já que o batuque e o remelexo podem uma hora se casar.

Quem foi que disse que o mulato não pode se juntar a uma loura? Quem ousou dizer que uma indiana não deve estar com um japonês, ou que, esse japonês não pode se casar com uma alemã? As coisas sem cor são tão sem graças, sem mistura... acabam sendo sonsas, e certas junções, além das rítmicas, podem dar bons resultados; o ácido e o açúcar quando unidos formam o agridoce que provocam um bom sabor e degustação, e tal, é a união de duas coisas opostas.

- "As pessoas novas não devem se relacionar com as mais velhas!" Já ouvimos muito isto... Tudo bem! Mas por que deve-se respeitar os mais velhos? É por conta das suas sabedorias e experiências, não é? E se alguém quiser tornar-se sábio mais cedo? E se ironicamente este alguém quiser procurar conselhos à todo tempo, ao levantar e deitar todos os dias? Não é mais fácil estar com quem pode proporcionar-lhe isto facilmente? O experiente, o sábio, o mais velho!

O pobre e o rico podem sim serem felizes e adaptarem-se a (con)viver como um só, mesmo sendo de mundos tão diferentes... Do contrário, a história da princesa e o plebeu seria inútil. Nada é tão improvável que seja impossível!

O amor não escolhe sexo, cor, etnia, idade e nível social, mas ele deve escolher dia, hora e momentos para acontecer. Portanto, em todo tempo devemos estar sensibilizados para recebermos este presente dos céus, e se somos providos deste dom, porque desmerecer, prejulgar ou não aceitar alguma das formas de sua idealização? Há tanto desafeto e ódio no mundo que qualquer tipo de amor se torna antagônico a isto; já parou para pensar? O preconceito é doentio... Enquanto o branco não lavar os pés do negro não haverá paz; enquanto certos tipos de amores continuarem sendo vistos apenas de forma estereotipada, não sendo aceitos como algo lato do coração, o ser humano vai continuar rumo a destruição, por que amar é construir!

O brilho do olhar de todo casal pode fascinar. Qualquer ocupação do mesmo espaço e do mesmo abraço pode inspirar. Podemos escolher nosso par; somos livres para escolher qual gênero tocar... E ninguém, exatamente ninguém pode impedir alguém de cantar e amar.

GOMES, Jhonatan Wilson. | Sentido em 01 de Junho, 2014


Vídeo: O amor não escolhe gênero |

Preconceito - Parte I

2 comentários:

  1. Um excelente pensamento em forma escrita que me cativou do começo ao fim!
    Parabéns Jhonatan! :)

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    Respostas
    1. Sun Torres, fico agraciado com teu incentivador comentário. Obrigado pela leitura. Tenhas lindas inspirações e, continues a escrever de forma empolgante, como sempre tens feito. Um grande abraço.

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